quarta-feira, 17 de maio de 2017

Bairro Aeroporto Velho

O processo de ocupação das terras que hoje compõem o bairro Aeroporto Velho é resultante da dinâmica de expansão da fronteira acreana com seus feitos sobre a estrutura fundiária. A partir da segunda metade do século XX, o crescimento urbano da cidade de Rio Branco , aliado a falência dos seringais  acreanos, que foram transformados em grandes fazendas pecuaristas das décadas de 1960 e 1970, contribuíram para a intensificação do movimento das populações para  a periferia da cidade.  Os seringueiros expulsos de suas terras  foram obrigados a se dirigirem para outros lugares,  sendo gradativamente levados á zona urbana, principalmente da cidade de Rio Branco, ocasionando o surgimento de vários “apossamentos” , “invasões” e “ocupações”, que,  depois, constituiriam a maior parte dos bairros da capital. 

Uma das áreas a receber os primeiros moradores nesse período foi a Rua do Terminal, assim chamada  devido ao terminal de combustíveis da Petrobrás  na área próxima a IBRAL.  Os moradores foram se instalando no local, que fica à margem do rio, nas terras do Colégio Aprendizado, se ajuntando nesta rua e nas ruelas concorrentes.

O nome “Aeroporto Velho” foi dado em virtude de o bairro ter sido formado nos arredores do antigo Aeroporto de Rio Branco, chamado à época de Francisco Salgado Filho, posteriormente denominado de Santos Dumont. De acordo com dados obtidos na Escola Flaviano Flávio Baptista, em 1939, foi inaugurada a primeira pista de pouso e decolagem para  aviões de pequeno porte  de Rio Branco.  


O estado da pista de pouso até 1946 era precário, sendo as instalações dos passageiros uma simples choupana.


Novo terminal de passageiros Francisco Salgado Filho, 1948, substituiu a velha choupana

Parte interna do aeroporto

Batismo do avião Barão de Mauá pela esposa de Guiomard dos Santos, Lydia Hammes. Avião de propriedade do governo do Território. Ano de 1946.

Batismo do avião Barão de Mauá, Guiomard Santos

Momento em que um bezerro zebu salta do avião, depois de uma viagem direta de Minas Gerais ao Acre, no ano de 1948.


Avião Douglas C-47 “Juruá”, também de propriedade do território. Efetuou a primeira ligação do Rio de Janeiro ao Acre no mesmo dia.
Transporte aéreo de borracha laminada, pelo processo-Arantes, do Acre para São Paulo. Ano de 1948


...os aviões  que aqui chegavam transportavam  bois, cabras, porcos, galinhas, enfim,  diversos animais destinados a melhorar a produção acreana. Além das matrizes reprodutoras,  os aviões transportavam a borracha laminada do Acre para diversas partes do país.

A estrutura do Aeroporto Salgado Filho, coma chegada de aeronaves mais modernas tornou-se insuficiente para comportar o fluxo de aviões. No governo de Wanderley Dantas foi construído, então, o Aeroporto Presidente Médici, no segundo distrito da Capital, em 1974. Com a desativação de passageiros Salgado Filho, as imediações do local passaram a ser denominadas  de Aeroporto Velho. Em 1978, o governo de Geraldo Mesquita doou o prédio da antiga Estação de Passageiros  para o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, o INPA. Atualmente,  funciona no local o Centro Cultural Lídia Hammes, destinado a atividades da “terceira idade”. 

Rio Acre cheio.

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